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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa.
Paulo Freire *filósofo* 1921 <> 1997

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Candeeiro

Amadeu do Vale / João Nobre
Repertório de Fernanda Batista

Dum amor que eu não supunha
Ser-me um dia traiçoeiro
Foi a melhor testemunha
Este humilde candeeiro

Sua luz viu que ceguei
Por quem de amor me falara
E quando dele me apartei
Foi então que reparei
Que há muito a luz se apagara


Companheiro, amigo do tempo passado
Da janela aberta, d
a rua deserta e o amor a meu lado
Não, não o condenes por que me perdeu
As mágoas consomem, m
as ele era um homem e a louca fui eu

Mas em breve a luz escassa
Desse humilde candeeiro
Iluminou a desgraça
Do meu amor traiçoeiro

Dele em mim nada ficou
Nem sei que ideia era a sua
Entre nós tudo acabou
Tal qual a luz se apagou
No candeeiro da rua


Hoje ainda penso que essa luz existe
Para na noite escura, viver a amargura deste amor tão triste
Mas só vejo a sombra um vulto e mais nada
Sombra fugidia daquele que um dia me fez desgraçada