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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre
PAULO FREIRE *filósofo* 19.09.1921 / 02.05.1997
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As 5.585 letras publicadas referem a fonte de extração, o que nem sempre quer dizer que os artistas mencionados sejam os seus criadores.
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De xaile e lenço

Mascarenhas Barreto / Santos Moreira *fado moleirinha*
Repertório de José Freire


Essa tricana que ali vai de xaile e lenço
Amei em tempos com paixão de adolescente
E mesmo agora quando passo e nela penso
Sinto na alma um sentimento bem pungente

Éramos jovens em manhã de primavera
Que já não volta, e ainda hoje me arrependo
De xaile e lenço, ela lá vai tal como era
E eu tão mudado, que nem mesmo compreendo

O nosso amor, todos diziam condenado
E que entre nós estava cavado um fosso imenso
E cada um foi tristemente p’ra seu lado
Eu de batina de estudante, e ela de lenço

E nesta hora em que o outono se avizinha
E os sonhos vão c’oas folhas secas no seu baile
Recordo o tempo em que essa moça era só minha
E a minha capa apenas era do seu xaile