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Casa roubada

Daniel Gouveia / Raúl Ferrão *fado carriche*
Repertório de José da Câmara

Sinto esta mágoa que corta
Por me negares a entrada
Puseste trancas à porta
Já tens a casa roubada

Se acabou tua paixão / A minha não ficou morta
Por não pisar o teu chão / Sinto esta mágoa que corta

Do amor extinguiu-se o lume / E, ao subir a tua escada
Fico doido de ciúme / Por me negares a entrada

Fiz-te feliz, dei-te um teto / Foste ingrata, foste torta
Em paga do meu afecto / Puseste trancas à porta

Se anda outro na procura / De estrear essa morada
Mesmo que abra a fechadura / Já tens a casa roubada

Passa para o outro passeio

Manuel Paião / Eduardo Damas
Repertório de Deolinda Rodrigues

Desceste tanto na vida / P'la traição que me fizeste
Que essa vida perdida / Não é a que tu quiseste

Mas vingar-me é só, agora / Aquilo por que eu anseio
E se me encontrares na rua / Passa p’ro outro passeio

Passa p’ro outro passeio / Segue este conselho meu
Se páras na minha frente / É o meu fim e o teu
Se páras na minha frente / É o meu fim e o teu
Passa p’ro outro passeio / Segue este conselho meu

Tu hás-de descer mais baixo / Do que uma folha pisada
Este desgosto que tenho / Já não é ódio nem nada

O amor agora é ódio / 
O ódio em que eu só creio
Mas se tu me vires na rua / Passa p’ro outro passeio

A zanga do fado

Letra e música Daniel Gouveia
Repertório e José da Câmara c/João Ferreira Rosa

O fado chamou-me há pedaço
Puxou-me p’lo braço e desabafou
Disse: mas que treta é esta
Sou bombo de festa, já fado não sou

Pasmei... o fado chorava
Do lenço puxava, um soluço saiu
Queixou-se que o tratavam mal
Como coisa banal, depois prosseguiu

Estou farto de salas imensas
Com luzes intensas, um som que ensurdece
Cegam-me com projetores
Nos espectadores já ninguém me conhece

Que é feito dos velhos retiros
De bairro, tão giros, com fado a rigor?
Levaram-me para o coliseu
Um dia, sei eu, talvez p’ro Jamor

Rodeiam-me de microfones
Vendem-me aos camones como souvenir
Misturam-se com folclore
Harmónio, tambor, p’ra me consumir

Por mim, desde que nasci
Sempre obedeci a uma tradição
Agora, sinto-me esquecido
Roubado, traído, vendido ao balcão

Eu disse: oiça, Sr. Fado
Quem está do seu lado sempre o adorou
Mas diga a quem bem lhe quer
O que se há-de fazer… e o fado cantou

Pede a quem me anda cantando
Que não esqueça como eu era
Que me defenda estilando
Com brio, com raça, gingando
Como em tempos da Severa

Não esqueçam a minha Hermínia
A Berta e o Correeiro
Maria Teresa, a Ercília
A minha querida Lucília
E o grande Marceneiro

Respondi do mesmo tom / Juro-lhe do coração
Que apesar das coisas novas / Cantaremos suas trovas
Respeitando a tradição

Foi-se embora mais feliz / Com um sorriso aliviado
Virou-se além a acenar-me / Foi tão bom vir visitar-me
Até sempre, senhor fado

Pai-nosso fadista

Daniel Gouveia / Popular *fado menor*
Repertório de José da Câmara

Pai Nosso que estais no céu / Santificado e bendito
Seja o vosso nome um grito / Da alma de quem sofreu
Venha a nós, suplico eu / O vosso reino imortal
E seja feita afinal / Vossa vontade infinita
Assim na terra aflita
Como no céu divinal

O pão nosso que ganhamos / Em cada dia inseguro
Nos dai hoje e no futuro / A nós e a quem sustentamos
E se por vezes, ficamos / Com toda a vossa bondade
Perdoai-nos a maldade / E até as nossas descrenças
Perdoai nossas ofensas
E a nossa leviandade

Assim como perdoamos / A quem nos ofendido
E se este fado sofrido / É oração que rezamos
Porque muito vos amamos / Como manda a santa igreja
Em tentação malfazeja / Jamais nos deixes cair
Livrai-nos do mal por vir
Senhor meu Deus assim seja

Hino por nós

António Rocha / Fernando Silva
Débora Rodrigues com José Cid 

Sempre que estás a meu lado
Sinto um não sei quê no peito
Que me faz cantar o fado
Com outra garra, outro jeito

Um não sei quê que me obriga
Quando elevo a minha voz
A fazer de uma cantiga
Um hino de amor por nós

O teu olhar atrevido
Com esse ar agarotado
Faz-me perder o sentido
Sempre que estás a meu lado

Nunca deixes de me olhar
Meu amor peço por Deus
Fica negro o meu cantar
Sem a luz dos olhos teus;
Nunca deixes de me olhar
És a luz dos olhos meus

Sagrada mentira

Domingos Gonçalves da Costa / Jaime Santos *fado alvito*
Repertório de Ana Madalena

Quando o vires faz-me um favor
Diz-lhe que nunca o amei
Que pode andar à vontade
E que todo aquele amor
Que mentindo lhe jurei
Foi pura leviandade

Diz-lhe mais, que o meu sorriso
Com que ele julgava preso / O meu coração ao seu
Muita vez me foi preciso
P'ra mascarar o desprezo / Que em minha alma viveu

Anda, vai dizer-lhe agora
Que não choro ao ter perdido / Algum amor verdadeiro
A minha revolta mora
Na razão de não ter sido / Eu a deixá-lo primeiro

Mal ele voltou as costas
Esse amigo, os olhos meus / Ficaram baços de pranto
Fiquei pr’ali de mãos postas
Pedindo perdão a Deus / Por lhe ter mentido tanto

Chama-me doido uma doida

Carlos Conde/ Alfredo Marceneiro *fado bailarico*
Adaptação de Tó Moliças
Repertório de Débora Rodrigues com Miguel Ramos 

Chama-me doido uma doida
Que é mais doida que ninguém
Sou doido sim, mas por ela
Que é doida não sei por quem

Ante a loucura sem fim / Desta paixão que me endoida
Depois de troçar de mim / Um doido chama-me doida

Não ofendeu o meu brio / A doidice que ela tem
Pois nunca pensou nem viu / Que é mais doida que ninguém

Doida por quem me endoidece / Doida pelos olhos dele
Sou doida por quem me esquece / Sou doida sim, mas por ele

Já que a não posso esquecer / O ser doido faz-me bem
Doido por essa mulher / Que é doida não sei por quem

Uma flor de verde pinho

Manuel Alegre / José Niza
Repertório de Carlos do Carmo 

Eu podia chamar-te pátria minha
Dar-te o mais lindo nome português
Podia dar-te um nome de rainha
Que este amor é de Pedro por Inês

Mas não há forma, não há verso, não há leito
P’ra este fogo amor, p’ra este rio
Como dizer um coração fora do peito?
Meu amor transbordou e eu sem navio


Gostar de ti é um poema que não digo
Que não há taça amor, p’ra este vinho
Não há guitarras nem cantar de amigo
Não há flor, não há flor, de verde pinho

Não há barco nem trigo, não há trevo
não há palavras p’ra escrever esta canção
Gostar de ti é um poema que não escrevo

Que há um rio sem leito e eu sem coração

O fado é a minha vida

Beatriz Santos / Pablo Lapidusas
Repertório de Beatriz 

Por que há o direito ao grito / Então eu grito a cantar
Este grito é o amor / Que eu quero espalhar

Primeiro o conheci / Depois nasceu amizade
E a seguir descobri / Que amo o fado de verdade

Entre nós há empatia / Realizo-me a cantar
Quero-o toda a minha vida / E co’a minha voz sonhar

O Fado é a minha vida
Este grito é da minha alma
Dá-me força e alegria
Faz-me feliz, dá-me calma

Loucuras sim

António Rocha / Fernando Silva
Rpertório de Débora Rodrigues 

P'ra quê mentir a um coração que sofre e ama?
P'ra quê fugir deuma paixão que por ti chama?
P'ra quê dizer, é uma loucura, tudo acabou
P'ra quê esquecer toda a ternura que nos juntou

Se nos quisemos intensamente
Porque iludimos essa verdade
Que foi vivida
O que vivemos ainda é presente
Esquece o passado e vem amar
Por toda a vida

Só tu e eu, a luz da lua, beijando a cama
Será o céu, tempo de amar, almas em chama
Lábios unidos, mãos que se enlaçam, amor sem fim
Corpos fingidos, as horas passam, loucuras sim

Fumo de cigarro

João de Freitas / Henrique Lourenço *fado cigana*
Repertório de Maria Rosa Rodrigues 

Tantos, tantos juramentos
Fizeste nesses momentos
E afinal tudo olvidaste
E seguido novo rumo
Teu amor foi qual o fumo
De um cigarro que fumaste

Ao princípio essa paixão
Foi qual lava de um vulcão / Que do teu peito saiu
Mas foi perdendo o ardor
Como em seguida ao calor / Quase e sempre vem o frio

Mas um dia hás-de encontrar
Uma que faça sangrar / O teu coração de barro
Ao sofreres por causa dela
Verás que não és p’ra ela / Mais que o fumo de um cigarro

O fado e o flamenco

Mário Rainho / João de Vasconcelos
Repertório de Cidália Moreira 

Entre o flamenco e o fado / Há quase uma comunhão
Um é cantado e bailado / Outro é todo amor, paixão

Flamenco, de los gitanos / Nació en Andalucía
Tierra de nuestros hermanos / E o fado na Mouraria

Hay, flamenco de mi raza
Fado de mi corazón,
Coração, vos abraça
Bate assim: poronponpon
Flamenco, niño adorado
Perdona que así te cante
Se eres tu mi enamorado
O fado é o meu amante

Hay palmas e “bollerías / En la canción flamenquista
Tristezas e alegrias / Na minha alma de fadista

P’ra uma mulher de fé / Ter dois amores é pecado;
Pêro mi raza és calé; / 
Ama o flamenco e o fado

Era

Letra e música de Tozé Brito
Repertório de Débora Rodrigues c/Tozé Brito 

Era o teu corpo que primeiro me chamava
Como uma chama que acendia o meu
Era um cigarro nessa boca que queimava
E me queimava no desejo de acender um beijo teu

Era o teu jeito de me olhar quando eu chegava
Como quem chega para ficar até ao fim
Era a certeza que me ficava
Ficavas dentro de mim

Meu amor de sempre / Meu amor dum dia
Dum dia perfeito / Que foi feito dia a dia
Meu amor-perfeito / Meu amor passado
Segue o teu caminho / Que eu passo a teu lado
*que eu fico a teu lado*

Com conta, peso e medida

Letra e música Manuel de Almeida
Repertório do autor 

Todo o vinho que se bebe nas adegas
Com conta peso e medida
É um bem que se recebe, são achegas
A dar vida à própria vida

Seja velho seja novo
É um bem que não dispenso
O vinho é sangue do povo
Desse povo a que pertenço

Vamos saudar com vinho vida
E numa pipa esgotar
O cantar na despedida
E não me espanta esta verdade
Pois quando canta
Também canta a felicidade

Tristezas e alegrias, quem diria
Dá o vinho é bem de ver
Esta vida são dois dias
E um foi feito para beber

E julgo não ser pecado
Entre amigos, num grupinho
Um fadinho bem cantado
Entre dois copos de vinho

Há quanto tempo não canto

Fernando Pessoa / Filipe Pinto *fado meia-noite*
Repertório de Débora Rodrigues 

Há quanto tempo não canto
Na muda voz de sentir
E tenho sofrido tanto
Que chorar, fora sorrir

Há quanto tempo não sinto / De maneira a descrever
Nem em ritmos vivos minto / O que não quero dizer

Há quanto tempo assim duro / Sem vontade de falar
Já estou amiga do escuro / Não quero o sol nem o ar

Há quanto tempo me fecho / À chave, dentro de mim
E é porque não me queixo / Que as queixas não têm fim

Canta comigo Lisboa

Carlos Mendonça / Tiago Simões
Repertório de Bruno Igrejas 

Alfama acordou cedo e bem disposta
Vaidosa dum passado muito nobre
Vestiu a blusa azul de que ela gosta
Por ser da cor do céu com que se cobre

Nos ombros pôs o seu xaile dourado
Que o Tejo d’algas verdes lhe bordou
E com andar mimoso e saltitado
Saiu prá rua e então feliz cantou

Canta comigo Lisboa
Cidade boa de antiga fama
Canta comigo cidade
Toda a verdade que há em alfama
Canta comigo Lisboa
Que o amor entoa esta canção
Hoje o bairro vai prá a rua
Dançar à lua de arco e balão

Alfama veio prá rua em sobressalto
Alegre e bem vivinha da costa
Correu às ruas, foi ao Bairro Alto
Cantar-lhe o fado castiço que ela gosta

O bairro logo ali lhe pediu namoro
Mas vaidosa, ela lhe disse que não
E num piscar de olhos muito mouro
Disse que ao Tejo dera seu coração

Lua carmim

Débora Rodrigues / Fernando Silva
Repertório de Débora Rodrigues 

É por ti
Que o amor suspira dentro em mim
Que o céu procura em vão seu fim
Por maior ser meu amor
É por ti
Que a lua teima em nascer carmim
E inveja por não ter assim
Um amor com tanto ardor

Vem p’ra mim
Meu sonho existe só por ti
Vem ser o meu lençol de cetim
No meu jardim tu és a flor
Vem assim
Eterna cor do meu jasmim
Por ti amor
Meu mar por fim acorda em teu mar

Trova do vento que passa

Manuel Alegre / Alain Oulman
Repertório de Amália 

Pergunto ao vento que passa 
Notícias do meu país
E o vento cala a desgraça
O vento nada me diz

Pergunto aos rios que levam / Tanto sonho à flor das águas
Os rios não me sossegam / Levam sonhos deixam mágoas

Levam sonhos deixam mágoas / Ai rios do meu país
Minha pátria à flor das águas / P’ra onde vais? ninguém diz

Se o verde trevo desfolhas / Pede notícias e diz

Ao trevo de quatro folhas / Que morro por meu país

Minha jóia em granito

Manuel Carvalho / Frederico de Brito *fado britinho*
Repertório de Nelson Duarte 

Meu Porto bordado a ouro
Nas finas rendas do Douro
Meu amor minha cidade
Ó minha jóia em granito
Que guardas em ti o grito
Do teu povo à liberdade

Do Bonfim à Cantareira / Do Amial à Ribeira
Cada rua tem historia
Foi do “Ouro” triunfante / Que partiu o nosso Infante
A caminho da glória

O meu Porto destemido / Nunca, nunca foi vencido
E adora o S. João
Quando lutou lado a lado / Com o nosso Rei Soldado
Ele deu-lhe o coração

A tua maior medalha / É teu povo que trabalha
Tripeiro mas com vaidade
És nobre e sempre leal // Déste o nome a Portugal
Nossa Senhora te guarde

Amor em tons de sol maior

Letra e música de Nuno Rodrigues
Repertório de Ana Moura 

Seria menos triste o meu cantar
Se esses olhos que me olham
Não me olhassem, nem me vissem
Se os acordes das guitarras fingissem
Alegrias de quem já deixou de amar

Se esta sala cheia de cantos
Em vez de casa fosse um rio
Virava as costas, parava este fado
Soltava o barco ancorado
E fugia até um dia ver chegar o meu navio

Mas ao ver-te assim voltar
Infeliz e magoado
Sem querer, mudei de fado
Dei mais força à minha voz
E só Deus sabe o que vai ser de nós

Amei-te um dia, meu amor, meu amor
Amo-te hoje-em tons de sol maior
Nunca o nosso amor será menor

Sonho afadistado

Letra e música de Carlos Alberto França
Repertório de José Freire 

Sonhei ser fadista / Castiço e bairrista
Como antigamente
Cantava o Corrido / Trinado e sentido
Muito altivamente
Perdido em vielas / Eu via as janelas
Brilhar na cidade
Como pirilampos / Que vinham dos campos
Luzindo vaidade

Que lindo era o casario
E as velas no rio à luz do luar
E uma guitarra distante
Soava vibrante p’ra me acompanhar

Com grandes fadistas / E bons guitarristas 
À mesa sentado
Via o sol nascer / E a noite a morrer
Nos braços do fado
Entre tanta gente / Num tal ambiente
Sem hora marcada
Surgia o Corrido / Trinado e sentido
À volta passada

Foi quando uma voz sumida
Devolveu-me à vida com o seu segredar
Depois dum sonho tão lindo
Acordei sorrindo quase a chorar

Um fado à mercê da vida

José Fernandes Castro / Carlos Rocha 
Repertório de Nelson Duarte 

Eu sou um tempo perdido / Nas madrugadas da vida
Sou um fado acontecido / Numa noite florida

Sou um barco sem maré / Neste mar por navegar
Sou alma cheia de fé / Que passa a vida a cantar

Quando a saudade magoa
Minh’alma entoa esta canção
E o soluço se apregoa
Mesmo que doa no coração
Quando a saudade faz lei
As outras leis são tempo errado
A saudade a que me dei
Tem as leis do próprio fado

Eu sou o sopro fugaz / Duma brisa matinal
Sou um poema de paz / Numa guerra triunfal

Sou um livro que se lê / Sou um verso que alguém quer
E assim ando á mercê / Do que a vida me trouxer

Adeus * Mariza*

Cabral do Nascimento / Pedro Jóia
Repertório de Mariza 

Manhãs serenas, pálidos
Dias sem sol, enevoados céus
Opacas noites de perfume cálidos
Vejo tudo isso e digo adeus

Frutos doirados, flores de estuante viço
Rochas, praias, ilhéus
Ondas de mar azul
Vejo tudo isso e digo adeus

Que importa que este fosse o meu desejo
Se o envolveu a sombra de pesados véus?
A vida existe para os outros
Vejo tudo isso, e digo adeus

E porque é tarde, e estou cansado, sigo
A estrada do regresso; e quando volvo os meus
Olhos, além, vejo tudo isso e digo: adeus!

Amar-te

Débora Rodrigues / Armando Machado *fado licas*
Repertório de Débora Rodrigues

Amar-te é o respirar da minha vida
Sem ti minh’alma chora de saudade
Amar-te, meu amor, é sarar a ferida
Que arde no vazio amargo da felicidade

Amar-te é ter a lua no meu leito
É ter-te em meu corpo desenhado
Amar-te, meu amor, é ter no peito
Um louco coração embriagado

Amar-te é ter a força de um pensamento
É gritar em silêncio teu nome amado
Ai amar-te é ter ciúmes da voz do vento
Que à noite canta p’ra ti em tom de fado

Amar-te, meu amor, é tudo isto
Não sei dizer o quanto querer-te meu
Amar-te, meu amor, é saber que existo
Amar-te, meu amor, é ter o céu;
Amar-te, meu amor, é tudo isto
Amar-te é ser só tua, sem seres meu