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6.000 Publicações <> 1.750.000 Visitas <> Maio 2020

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Amália sempre

Fernando João / Acácio Gomes *fado acácio*
Repertório de Filomena de Sousa

O fado ficou mais pobre;
Depois da tua partida
Há um vazio profundo
O povo, com alma nobre
Lembra a tua despedida
Que fez chorar todo o mundo

Foste a raínha do fado
Cantaste como ningém
A alma deste país
Ao recordar o passado
Canto este fado, porém
Muito triste e infeliz

Amália, vou terminar
Este fado de saudade
Que canto pensado em ti
P’ra sempre vou recordar
A tua voz de verdade
E esse tempo que vivi

Saudades do meu bairro

Frederico de Brito / João Nobre
Reeprtório de Fernanda Batista

Tenho saudades
Do meu bairro pequenino
Do sol a pino a beijar as sardinheiras
Tenho saudades
Duma infãncia ali passada
Quando as pedras da calçada
Eram minhas companheiras

Até parece
Que ao longe, meu bairro diz
Tu aí não és feliz
Não sabes rir nem cantar
Deixa essa rua
Anda cá, traz o teu pranto
Vem enxugá-la no manto
Duma noite de luar

Tenho saudades
Da janela onde eu cantava
E que lembrava o canteiro dum jardim
Tantas saudades
Dum amor que se dilui
E ao lembrar o que já fui
Tenho saudades de mim

Eu já sabia

Frederico de Brito / Martinho d’Assunção
Repertório de Carlos Ramos

Já sei quem és, és aquela
De quem eu fui à procura
E andei por aí atrás dela
Pelas ruas da amargura

Passei por becos e travessas
P’las vielas da má vida
Eu conheci ruas dessas
Que até nem têm saída

Eu já sabia
O que foi o teu passado
Um caminho mal trilhado
Que eu mal sei onde vai dar
Eu já sabia
Que me julgavas ceginho
E ensinaste-me o caminho
Que eu nem quero lá passar

Já sei quem és, mas agora
Não vais dizer que me engano
E que andei a querer-te um ano
P’ra esquecer-te numa hora

Mal de quem sofre de ciúme
Quando paixões acalenta
Ainda tens o mau costume
De ser assim ciumenta

335 gafanhotos

Amália Rodrigues / Amélia Muge
Repertório de Amélia Muge

335 gafanhotos
Eu de galochas
30 carochas
3 cabrochas
Eu de galochas

Eram cem sapos
Cabras cabrochas
Eu de galochas

Vinham patinhos
Pintainhos
Eu de galochas

Outros bichinhos
Engraçadinhos
Eu de galochas

E as galinhas
Molhadinhas
Estupidazinhas
Iam atrás

Toca o mesmo

Letra e música de Fredrico de Brito
Repertório de Carlos Ramos

Naquela tasca afamada
Depois de ouvir fado a esmo
Sempre na mesma toada
E onde o motivo era o mesmo;
Ouvi alguém que pedia
Como quem pede ao balcão
Mas com certa galhardia
E carradas de razão

Por favor tragam-me um fado
Que não fale dnas esperas
Que não viva do pasado
Nem à sombra das Severas
Não fale nas tascas mais rascas que havia
Dos becos de Alfama e da Mouraria
Não lembre toureiros, campinos, forcados
Se trazem só disso, não quero mais fados

Ouviu-se uma desgarrada
Coisa que é pouco fadista
Tudo a falar em bairrista
Um fado triste e mais nada;
E ao recordar a cantiga
Que ao fado tudo se canta
Pedi à maneira antiga
Sem trinados na garganta

Estas minhas raízes

Ciça Marinho / Raúl Portela *fado magala*
Repertório de Ciça Marinho

Meu coração tem um jeito
Que a qualquer fado se agarra
E cresce dentro do peito
Ao trinar duma guitarra

Meu coração brasileiro / Traz nas veias, concerteza
O sangue de um marinheiro / Com a alma portuguesa

Trago na voz o lamento / Desse povo tão valente
Me orgulho do sentimento / Pois sou filha dessa gente

Porque ao trinar da guitarra / Meu coração tem um jeito
Que a qualquer fado se agarra / E cresce dentro do peito

Não te perdi

Letra e música de João Nobre
Repertório de Fernanda Batista

Ainda há pouco
Alguém bateu e a sorrir
Quando a porta fui abrir
Julguei ver-te, não importa
Será loucura
Mas ninguém me faz pensar
Que tu não hás-de voltar
A entrar naquela porta

Não te perdi
Tu vives na minha ideia
Em tudo o que rodeia
Recordando o que vivi
Não te perdi
E sinto-te a cada passo
E vejo-te olhando o espaço
Como se olhasse para ti

Na tua voz
Oiço às vezes, no momento
Frases de arrependimento
Que me encntam e dão mágoa
Mas quando acordo
Desse sonho e te não vejo
Presa de amor e desejo
Sinto os olhs rasos de água

Quadras soltas

Silva Tavares / Francisco Viana “fado vianinha*
Repertório de Carlos do Carmo

Não me peças por amor
O que já não posso dar
Não há desdita maior
Do que mentir sem amar

Dá-me os teus olhos profundos
E o mundo pode acabar
Que importa o mundo se há mundo
Lá dentro do teu olhar

Mesmo em sonho, a eternidade
Não passa de coisa vã
Até a prória saudade
Nasce hoje, morre amanhã

O amor é esperança forte
Desventura apetecida
Um pouco menos que a morte
Um pouco mais do que a vida

Que seja adeus

Carlos Leitão / Rui Veloso
Repertório de Carlos Leitão

Um vinho mau, reles colheita
Que em mim se deita e ajeita ao chão
Perde-se a nau ao vento norte
Já foi tão forte e hoje já não

Lisboa ao longe não se detém
Não vê ninguém, nem nos perdoa
Tentei escrever canções de Brel
Mas no papel só há Lisboa

A noite cai e já não ris
Talvez feliz porque partiste
E se a saudade por ti morrer
Então viver já não existe

A esta hora sobeja vinho
Brindo sozinho em tua mão
Que seja adeus se assim preferes
Tu já não queres e eu também não

O tempo dantes corria

Amália Rodrigues / Michales Loukovikas
Repertorio de Amélia Muge

O tempo dantes corria
E eu ainda corria mais
Mas vi-te e desde esse dia
Que correm mais os meus ais

O tempo dantes corria / E com ele meus folguedos
Mas vi-te e desde esse dia / Correm p'ra ti meus segredos

O tempo dantes corria / E eu corria para a vida
Mas vi-te e desde esse dia / Fiquei de vida perdida

O tempo dantes corria / E eu vivia a correr
Mas vi-te e desde esse dia / Que corro só p’ra te ver

O telefonema

Carlos Leitão / Daniel Gouveia *fado daniel*
Repertório de Carlos Leitão

Não o devia ter feito
Telefonar sem avisar
E dizer que foi sem querer
O aperto doce do peito
Tentou mandar-me calar
Sem saber como bater

Pensei em palavras vãs / Quis falar-te das manhãs
Dos nossos beijos discretos
Mas lembraste o que não fiz / Disseste que eras feliz
Quando eram beijos secretos

Beijos de sonhos partidos / Do amor contra a parede
Sem vergonha de gritar
Dos telefonemas perdidos / Resta sempre a mesma sede
Desta coisa de te amar

É pena não quereres ouvir / A despedires-te a chorar
Ao despedires-te de nós
Volta a chamada a caír / Estranho este modo de amar
Quando basta ouvir-te a voz

Ai de mim que me perdi

Amália Rodrigues / Amélia Muge
Repertório de Amélia Muge

Ai de mim que me perdi
Pelos caminhos do tédio
Perdi-me cheguei aqui
Agora não tem remédio

Ai de mim que me perdi / Perdi-me no fim da estrada
Ai de mim porque vivi / A vida desencontrada

Tantos caminhos andados / Não fui eu que os descobri
Foram meus passos mal dados / Que me trouxeram aqui

Perdida me acho da vida / E a vda já me perdeu
Ando na vida perdida / Sem saber quem a viveu

Por mais que queira encontrar / A razão do meu viver
A razão de cá andar / Não posso compreender

Que culpa tem o destino / Dos caminhos que eu andei
Fui eu que no meu desatino / Que andei e não reparei

Perdida estou sem remédio / Meu pecado e meu castigo
Pecado é morrer de tédio / Castigo é viver contigo

A terra certa

Letra e música de Carlos Leitão
Repertório do autor com participação de Lia Gama

A terra certa trata por tu a saudade
Entrega-se à liberdade
De ser dia e noite a sós

A terra certa sabe a sonho
Sabe a morte e canta o fim
Como se o canto dessa voz que mais me aperta
Fosse a alma a querer ser Deus dentro de mim

O céu já quer ser meu a esta hora
Castiga-me a traição mais inclemente
Já não és terra forte e não tens gente
Dizes que vais parar, mas não agora;
Agora que és só terra sem semente
Desprezas a saudade e vais embora

Texto declamado por Lia Gama
Hoje… ainda longe do destino
O sol das lágrimas tristes deixa-me só neste cais
Hoje… aquilo que foi céu é só cinzento
Que dói tanto mar adentro
E diz que já não existes, que não voltas nunca mais.

Hoje… mais perto de mim
Há um sussurro eloquente duma sereia inventada
Hoje… quero ser apenas triste, imaginar que não partiste
E que Lisboa é diferente, apenas triste e mais nada.

Este rio que quer ser foz já não é meu
Duer ser só solidão, sem nos dizer
Eagora que Lisboa se perdeu
Também o céu que quis ser teu já uqer morrer

Já não é terra forte e não tens gente
Deixa-me ser só eu à despedida
Pois só assim tu vais parar
E eu vou-me embora

Marcha de Loures

"Ó Loures aqui vai a gente"
Jorge d’Ávila / Silva Nunes
Repertório de Maria Valejo

Vem comigo que depois / Por vontade tua e minha
É São João que apadrinha / O casamento dos dois

Não sei ao certo quem vem / Mas andam p'raí rumores
Que por milagre de amores
Santo António vem a Loures / P’ra ir na Marcha também

Ó Loures aqui vai a gente
Que encara de frente a vida a cantar
É povo que marcha na marcha
E o povo que marcha não pode parar
Ó Loures, a gente modesta
Trouxe para a festa balões de mil cores
E a rua chama pela gente
Que canta e que sente a marcha de Loures

Venham rir,venham cantar / E dançar à luz da lua
Porque na marcha da rua / Todo o povo tem lugar

Tragam arcos e balões / Açafates de cantigas
Deixem para trás intrigas
Que os olhos das raparigas / Incendeiam corações

O bicho de conta

Amália Rodrigues / Amélia Muge
Repertório de Amélia Muge

O bicho de conta todo se fechou
Na minha mão tonta quando o apanhou
E nela ficou todo enroladinho
Fez-me comichão o raio do bichinho

Bicho de conta
Que conta, bicho
Conta lá, bicho
Conta lá

Encontrei o mocho, agarrei o gato
O mocho era coxo, era gago o gaio
Mas fugiu-me o coxo e falou-me o gaio
Ora vai do vira à noite é que eu saio

Fui atrás da lua
Encontrei o sol
E vi os pauzinhos
A um caracol

Ó minha mãe

José Guimarães / Nóbrega e Sousa *fado alenquer*
Repertório de Fernando João

Nesta vida de perjuro / Que só maldade contém
Não existe amor mais puro / Que o sagrado amor de mãe

Ter mãe é ter a certeza / Dum amor forte e profundo
quem tem mãe tem anobreza / Do maior bem que há no mundo

Minha mãe

O meu sol, a minha luz
És farol que me conduz
E me guia para o bem
Minha mãe

Minha estrela redentora
És como Nossa Senhora
Que foi santa por ser mãe
Minha mãe

Por mais que teu rosto afague
Não há carinho que pague
Esse teu amor sincero
Ó minha mãe, ó minha mãe
Deus sabe quanto te quero 

Os teus cabelos branquinhos / Nevados pela saudade
São os velhos pergaminhos / Que trazes da mocidade

Mãezinha dos meu encanto / Quero-te mais que a ninguém
Ficas feliz quando canto / Se sofro, sofres também

Estranho país

António Calém / Acácio Gomes *fado acácio*
Repertório de Maria Valejo

Se as ondas fossem teus passos
Se a espuma, os teus abraços
E se o vento, os teus gemidos
Eu entraria no mar
Morreria ao entregar
O meu corpo aos teus sentidos

Era o princípio do fim
Fundo do mar ou jardim
Minha última viagem
Algas, búzios e sargaços
O calor dos teus dois braços
A fechar toda a paisagem

E é isso que és para mim
Mar, distãncia e o jardim
Ondas, paisagens remotas
Deixa-me então ser feliz
No teu estranho país
Feito de mar e gaivotas

Sinfonia do desejo

Paco Gonzalez / José Moreira
Repertório de Tino Ferreira

Formei-me na ciência do sofrer
Existe agora em mim, força p’ra tudo
Sinto-me até com força p’ra morrer
Ao ter o teu amor com que me iludo

Compuz a sinfonia do desejo
Pintei a paisagem de carinho
E para ter de ti, um simples beijo
Fiz do inferno teu, o meu caminho

Os anos vão correndo velozmente
As rugas foram dando vida à carne
E esse amor que veio docemente
Tornou-se doentio e já não parte

Deixou na moradia do meu peito
Esta sede de amar e ser amado
E com lençóis de dor dorme no leito
Do viver que me déste amargurado

Tenho dois corações

Amália Rodrigues / José Mário Branco
Repertório de Amélia Muge

Eu tenho dois corações
Dentro e fora do meu lar
Eu tenho dois corações
Já me não podem bastar

Quando a tristeza é tão triste
Qual dos dois sofrerá mais
O que é real não existe
Eu tenho dois corações
Ambos eles irreais ;
Eu tenho dois corações
Qual dos dois sofrerá mais

Dois corações, o primeiro
Pertence á rua e ao pecado
O segundo é cativero
De quem me fez caminheiro
Sem nunca ter caminhado

O amante

Letra e música de Paco Gonzalez
Repertório de Fernando João

Eu sou amante que chora
Por dentro, por fora ri
Sou ofensa duma esmola por ti

Sou a flor guardada a tempo
Do romance que tivemos
Sou a saudade a lembrar
Que nos quisemos

E hoje…
Quando passas a meu lado, amor
A saudade do passado diz
Quanto a gente foi feliz
E hoje…
No sentido que nos traz a dor
No caminho dum orgulho atroz
Já nem sei quem somos nós

Tu foste a onda espumosa
Nos corpos colados, nús
Foste a lua caprichosa, a luz

Foste a rima do meu fado
A razão do meu viver
Foste o verso mais cantado
P’ra te esquecer