- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
Canal de JOSÉ FERNANDES CASTRO em parceria com RÁDIO MIRA

RÁDIO apadrinhada pelo mestre *RODRIGO*

- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
AS LETRAS PUBLICADAS REFEREM A FONTE DE EXTRAÇÃO, OU SEJA: NEM SEMPRE SÃO MENCIONADOS OS LEGÍTIMOS CRIADORES
---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
ATINGIDO ESTE VALOR // QUE ME FAZ SENTIR HONRADO // CONTINUO, COM AMOR // A SER SERVIDOR DO FADO
POIS MESMO DESAGRADANDO // A TROIANOS MALDIZENTES // OS GREGOS VÃO APOIANDO // E VÃO FICANDO CONTENTES
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
6.515 LETRAS PUBLICADAS <> 2.552.800 VISITAS < > AGOSTO 2022
---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Estas mãos que te dou

Fernando Campos de Castro / Alfredo Duarte *menor-versículo*
Repertório de Filomeno Silva *ao vivo*

Vê as mãos que aqui te dou, brancas e nuas
Tão cansadas e tão frias, quão distantes
Mas que sonham agarrar ainda as tuas
Com a mesma lucidez que tinham antes

Estas mãos que já respiram despedida
Tão marcadas em delírios sobre a pele
São farrapos das estrelas duma vida
Que ficou de ti em mim, tão fria e breve

Mãos que acendem cada dia de lonjura
P’ra poder guardá-lo em mim uma só vez
Nesta doce solidão quase loucura
Que a tua eterna ausência de mim fez

Vê as mãos que aqui te dou como desvelos
Que se quebram com acenos d’ansiedade
Estas mãos com que desprendo os teus cabelos
E o teu corpo de mil sedes e saudade