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Canal de JOSÉ FERNANDES CASTRO em parceria com RÁDIO MIRA

RÁDIO apadrinhada pelo mestre *RODRIGO*

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AS LETRAS PUBLICADAS REFEREM A FONTE DE EXTRAÇÃO, OU SEJA: NEM SEMPRE SÃO MENCIONADOS OS LEGÍTIMOS CRIADORES
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ATINGIDO ESTE VALOR // QUE ME FAZ SENTIR HONRADO // CONTINUO, COM AMOR // A SER SERVIDOR DO FADO
POIS MESMO DESAGRADANDO // A TROIANOS MALDIZENTES // OS GREGOS VÃO APOIANDO // E VÃO FICANDO CONTENTES
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Fado rock

Artur Ribeiro / António Rebocho
Repertório de Artur Ribeiro

É fado?.. não!
É movie?... não!...
É rock?... também não!
Então que é?...

Não é rock nem é fado 
Não é mambo nem chachado
Nem tem género marcado p’ra quem toque
É o fado, novo fado 

Doutro modo cozinhado
Sincopado e misturado com o rock

Foi assim que o velho fado 

Foi torcido e massacrado 
Com baquetes, torturado e num remoque
Acabou por ser cantado 
À moda do outro lado
E nasceu assassinado, o fado rock

Fado rock, é fado rock

Nem viola nem guitarra

Nem jaqueta nem samarra
Nem da banza se desgarra como outrora
Todo feito de algazarra
Anda de noite na farra
Fora de horas e da barra já não chora

Nem trinado nem corrido

Nem marcado nem gemido
Nem sequer 'tá convencido de que é fado
Não é choro comovido

Não rima nem faz sentido
E desagrada ao ouvido mais tapado

Fado rock, é fado rock

Nem tipóia nem Severa
Nem fidalgos doutra era
Nem nenhuma cantadeira que o cante
Eu cá canto mas quem dera 

Que apareça alguma fera
Que coma a orquestra inteira neste instante

Quando canto o fado rock

Fico em transe, tenho um choque
Fico a tremer qual berloque pendurado
Que ninguém cante nem toque 

Música sem rei nem roque
Que é a mistura do rock com o fado

E assim foi o fado rock assassinado