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Rádio apadrinhada pelo mestre RODRIGO

Rádio apadrinhada pelo mestre RODRIGO
CANAL DE JOSÉ FERNANDES CASTRO EM PARCERIA COM A RÁDIO MIRA

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* As letras publicadas referem a fonte de extração, ou seja: nem sempre são mencionados os legítimos criadores *

<> 6.305 LETRAS <> 2.180.000 VISITAS <> JUNHO DE 2021 <>

* ATINGIDO ESTE VALOR /*/ QUE ME FAZ SENTIR HONRADO /*/ CONTINUO, COM AMOR /*/ A SER SERVIDOR DO FADO *

* POIS MESMO DESAGRADANDO /*/ A *TROIANOS* MALDIZENTES /*/ OS "GREGOS VÃO APOIANDO /*/ E VÃO FICANDO CONTENTES *

* NÃO ENCONTRA O FADO PREFERIDO? /*/ ENVIE, POR FAVOR, O SEU PEDIDO * fadopoesia@gmail.com

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* NASCEU ASSIM... CRESCEU ASSIM... CHAMA-SE FADO // Vasco Graça Moura // Porto 03.01.1942 // Lisboa 27.04.2014 *

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Fado do trabalho

Alves Coelho e Raul Portela / S.Tavares, F.Romano e A.Carneiro
Repertório de Fernando Madeira 
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Criação de Alfredo Pereira na revista *Rosas de Portugal* 
Éden Teatro, 1927
Informação de Francisco Mendes e Daniel Gouveia
Livro *Poetas Populares do Fado-Canção*
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Ao fogacho da fornalha 
Donde sai o ferro quente / Que se amolda a fantasia
O ideal de quem trabalha
É ganhar honradamente / O seu pão de cada dia

E esse pão ganho a suar / Para o pobre é um tesoiro
Melhor que o melhor manjar / Servido em baixela d'oiro

Torna que torna bem compassado
Sobre a bigorna do som do malho
Ai reproduz o nosso fado bem fadado
Porque não há fado melhor que o do trabalho

Os que passam toda a vida
Trabalhando tendo em vistas / A firmeza dos seus braços
Com a sua fronte erguida
São os grandes idealistas / Deste mundo de madraços

E ao compasso dos martelos / Ou das serras a serrar
O seu sonho é sempre belo / Porque é belo trabalhar


Eis o elogio do trabalho como mais alto ideal (por oposição expressa à preguiça), 
bem ao estilo do Estado Novo, segundo o qual o operário 
deveria manter-se disciplinado, satisfeito com o seu destino e com o seu salário, numa 
perspectiva de pobreza evangélica e de renúncia aos atributos das classes ricas: 
o trabalho, «Melhor que o melhor manjar / Servido em baixela de oiro». 

Tanto mais de estranhar quanto Silva Tavares era alentejano, nascido 
em Estremoz, terra de endémica contestação proletária, mas este extraordinário poeta 
e autor teatral terminou a carreira como funcionário público, desempenhando 
funções de chefia na Emissora Nacional, a estação radiofónica do Estado.