- - - - - - - - - -

Canal de J.F.Castro em parceria com a Rádio Mira

Canal de J.F.Castro em parceria com a Rádio Mira
° Caro visitante, existe 1 minuto de interregno entre a identificação dos intérpretes °
Loading ...

--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

As letras publicadas referem a fonte de extração, ou seja: nem sempre são mencionados os legítimos criadores.

-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Existem (pelo menos) 80 letras publicadas que não constam do índice. Caso encontre alguma avise-me, por favor.

-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

6.270 LETRAS PUBLICADAS /*/ 2.078.500 VISITAS /*/ MARÇO 2021

ATINGIDO ESTE VALOR /*/ QUE ME FAZ SENTIR HONRADO /*/ CONTINUO, COM AMOR /*/ A SER SERVIDOR DO FADO.

Pois mesmo desagradando // A "Troianos" maldizentes / Os "Gregos" vão apoiando // E vão ficando contentes

-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Se não encontra a fado preferido // Envie, por favor, o seu pedido.

fadopoesia@gmail.com

- - - - - - - - - - - - - - - -

Pesquisa.

Cozido à portuguesa

Ary dos Santos / Nuno Nazareth Fernandes
Repertório de Maria Armanda

Nabo, batata e cabeça
Do porco que somos nós
Quando o cozido começa
Temos fervura na voz;
Lombarda do sentimento
Hortelã do teu olhar
Chouriço, sangue cinzento
Palácio do paladar

Esta receita bem mexidinha
Põe a cenoura namorando com o nabo
E quando há um quartinho de galinha
Inté do porco a orelha torce o rabo


Ai cozidinho, cozidinho à portuguesa
Na panela da ternura q
ue é um pouco de nós todos
Ai cozidinho, c
ozidinho à portuguesa
Farinheira da tristeza d
este cozido com todos
Falta hortaliça, f
alta a carne e o toicinho
E o cozido à portuguesa fica triste, fica mau
Pois a colher com que eu mexo o cozidinho
Antes era de madeira, mas agora é só de pau


Eu sei lá do meu cozido
Sei lá o prato que dou
Talvez um prato comido
Por tantas bocas que eu sou;
Bocas da força da vida
Cozido como se fosse
Maré farta de comida
E depois dele arroz doce