- - - - - - - - - -

Canal de J.F.Castro em parceria com a Rádio Mira

Canal de J.F.Castro em parceria com a Rádio Mira
° Caro visitante, existe 1 minuto de interregno entre a identificação dos intérpretes °
Loading ...

--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

As letras publicadas referem a fonte de extração, ou seja: nem sempre são mencionados os legítimos criadores.

-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Existem (pelo menos) 80 letras publicadas que não constam do índice. Caso encontre alguma avise-me, por favor.

-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

6.270 LETRAS PUBLICADAS /*/ 2.078.500 VISITAS /*/ MARÇO 2021

ATINGIDO ESTE VALOR /*/ QUE ME FAZ SENTIR HONRADO /*/ CONTINUO, COM AMOR /*/ A SER SERVIDOR DO FADO.

Pois mesmo desagradando // A "Troianos" maldizentes / Os "Gregos" vão apoiando // E vão ficando contentes

-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Se não encontra a fado preferido // Envie, por favor, o seu pedido.

fadopoesia@gmail.com

- - - - - - - - - - - - - - - -

Pesquisa.

Nasci na maré

Letra e música de Daniel Gouveia
Repertório de Daniel Gouveia 

Nasci na mare à beira do cais
Fui peixe e gaivota, procurando rota
Que me desse mais
Subi com a enchente, lancei o meu grito
De sonho e de esperança, ainda criança
Buscando infinito

Cresci para a vida junto ao Rio Judeu
E o desassossego da busca de emprego
Também me doeu
Nasci co’a vazante da desilusão
A vida, afinal, é bem e é mal
Está na palma da mão

Estudei coisas raras, p'ra ver mais além
Mas cavei no lodo à cata de engodo
Se quis ser alguém
Fiz barcos na Amora, moí no Seixal
E do Rosairinho olhei com carinho
Para a capital

Com sal de Alcochete, temperei minha sorte
Toquei na Arrentela, na Moita fiz vela
Sem perder o Norte
Tal é esta sina de ser português
E ter por seu fado, ver se o ordenado
Chega ao fim do mês

Grumete no Alfeite, subi um degrau
No Ginjal amei e assim carreguei
Minha Cruz de Pau
Parei no Samouco, recusei venenos
Fugi de empecilhos, safei-me a Sarilhos
Grandes e Pequenos

No Pragal rezei e ao Cristo subi
Lisboa serena, parece pequena
Ao vê-la daqui
Cantando este fado, sinto orgulho e fé
Esqueço a minha mágoa, sou da borda d'água
Nasci na maré