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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre
PAULO FREIRE *filósofo* 19.09.1921 / 02.05.1997
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Viram por aí o fado

Frederico de Brito / Armando Machado
Repertório de Maria Amélia Proença 


Perdão... façam favor de me dizer
Se viram por aí, o velho fado
Um tipo da boémia e do prazer
Assim um tudo nada, já cansado

Vestia calça justa e uma samarra
Chapéu á Marialva e bota branca
Eu vinha cá, trazer-lha uma guitarra
P’ra irmos ainda hoje a Vila Franca 


Pois eu já percorri Alfama inteira e não o vi
Subi ao Bairro Alto e ao Charquinho dei um salto
Já fui á Madragoa, já percorri meia Lisboa
E ainda, se calhar bato pró Ferro de Engomar;
Pois bem, vou até á Mouraria
Que tristonha, que sombria a Moirama está agora
E ali nas vielas do passado, já ninguém conhece o fado
Ninguém sabe onde ele mora 


Eu tinha combinado, ir hoje aos toiros
Os dois, eu mais o fado, de tipóia
E o nosso matador, o mata moiros
Levava-nos á noite p’ra rambóia

Cear no Bacalhau, como é costume
Ali, de canjirão e banza ao lado
O fado, que anda cheio de ciúme
Faltou-me desta vez, ao combinado