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Canal de JOSÉ FERNANDES CASTRO em parceria com RÁDIO MIRA

RÁDIO apadrinhada pelo mestre *RODRIGO*

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AS LETRAS PUBLICADAS REFEREM A FONTE DE EXTRAÇÃO, OU SEJA: NEM SEMPRE SÃO MENCIONADOS OS LEGÍTIMOS CRIADORES
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ATINGIDO ESTE VALOR // QUE ME FAZ SENTIR HONRADO // CONTINUO, COM AMOR // A SER SERVIDOR DO FADO
POIS MESMO DESAGRADANDO // A TROIANOS MALDIZENTES // OS GREGOS VÃO APOIANDO // E VÃO FICANDO CONTENTES
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Rosa nocturna

Vasco Graça Moura / Mário Pacheco
Repertório de Ana Sofia Varela 
Este poema também foi gravado por António Pinto Basto
com música de José Campos e Sousa

Dei-te uma rosa e no espelho 
Entre a sombra e o vermelho 
Estranhaste o seu clarão
Agora, só a debrua 
A luz irreal da lua
No vago da escuridão 

Nela vi quanto dizias 
Davas, rias, prometias / Vão murmúrio, vão rumor 
Louca, louca esta existência 
Tresloucada incandescência / Que o sangue lhe vinha pôr

E era tão intensa a vida 
Que a fugaz rosa colhida / Já nem no espelho perdura
Faz-se rosa em desalento
Que a noite, mesmo sem vento / Só de a tocar, desfigura 

Vão-lhe as pétalas caíndo 
À medida que fugindo / A lua desaparece
E a manhã, quando desperta 
Já só vê a forma incerta / De uma réstea que estremece 

Triste vida a que me afoite 
A fazer de cada noite / Uma flor, uma quimera
Mas rosa, a rosa terás 
Outra, outra e outra atrás / Da que morre à tua espera