- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

Rádio apadrinhada pelo mestre RODRIGO

Rádio apadrinhada pelo mestre RODRIGO
CANAL DE JOSÉ FERNANDES CASTRO EM PARCERIA COM A RÁDIO MIRA

- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

Loading ...

--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

* As letras publicadas referem a fonte de extração, ou seja: nem sempre são mencionados os legítimos criadores *

<> 6.315 LETRAS <> 2.220.000 VISITAS <> JULHO DE 2021 <>

* ATINGIDO ESTE VALOR /*/ QUE ME FAZ SENTIR HONRADO /*/ CONTINUO, COM AMOR /*/ A SER SERVIDOR DO FADO *

* POIS MESMO DESAGRADANDO /*/ A *TROIANOS* MALDIZENTES /*/ OS "GREGOS VÃO APOIANDO /*/ E VÃO FICANDO CONTENTES *

* NÃO ENCONTRA O FADO PREFERIDO? /*/ ENVIE, POR FAVOR, O SEU PEDIDO * fadopoesia@gmail.com

--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

* NASCEU ASSIM... CRESCEU ASSIM... CHAMA-SE FADO // Vasco Graça Moura // Porto 03.01.1942 // Lisboa 27.04.2014 *

---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Pedra filosofal

Homenagem ao poeta: António Gedeão
*pseudónimo de: Rómulo de Carvalho*
---

Eles não sabem que o sonho
É uma constante da vida
Tão concreta e definida

Como outra coisa qualquer

Como esta pedra cinzenta

Em que me sento e descanso
Como este ribeiro manso

Em serenos sobressaltos

Como estes pinheiros altos que em verde e oiro se agitam
Como estas aves que gritam em bebedeiras de azul

Eles não sabem que o sonho é vinho, é espuma, fermento
Bichinho álacre e sedento, de focinho pontiagudo
Que fossa através de tudo, num perpétuo movimento

Eles não sabem que o sonho é tela, é cor, é pincel
Base, fuste, capitel, arco em ogiva, vitral
Pináculo de catedral, contraponto, sinfonia
Máscara grega, magia, que é retorta de alquimista

Mapa do mundo distante, rosa-dos-ventos, infante
Caravela quinhentista que é cabo da boa esperança
Ouro, canela, marfim, florete de espadachim
Bastidor, passo de dança, columbina e arlequim

Passarola voadora, pára-raios, locomotiva
Barco de proa festiva, alto forno, geradora
Cisão do átomo, radar, ultra-som, televisão
Desembarque em foguetão na superfície lunar

Ele não sabem, nem sonham que o sonho comanda a vida
Que sempre que um homem sonha o mundo pula e avança
Como bola colorida entre as mãos duma criança