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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa.
Paulo Freire *filósofo* 1921 <> 1997

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Longe da pátria

António Vilar da Costa / Armandinho
Repertório de Fernando Farinha

Se queres saber a dor pungente que um peito encerra
E o que é sofrer um dia ausente da tua terra
Sai barra fora, orque uma vez no alto mar
E nessa hora, se és português tens de chorar

Saindo a barra uma guitarra
No seu trinar fagueiro
E a voz dum marinheiro
Numa canção bizarra
È Portugal com a sua meiga voz
Sentimos a palpitar
Saudades dentro de nós


O português, triste suspira e ninguém fala
Só no convés à voz da lira, o peito embala

Tudo emudece ao recordar a pátria mãe
E até parece que o próprio mar chora também