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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre
PAULO FREIRE *filósofo* 19.09.1921 / 02.05.1997
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O fado é doce castigo

Silveste José / Raúl Portela *fado bagdad*
Repertório de José Guerreiro

Se o fado é canção do povo / Deixem cantar a quem passa
Seja antigo ou seja novo / O que é preciso é ter raça

O fado é da nossa história / Acompanhou marinheiros
Escreveu rimas de glória / Quando fomos pioneiros

Desde o plebeu ao fidalgo / O fado é sina bendita
É uma riqueza, é ter algo / Em que muito se acredita

Canção que faz recordar / Que faz reviver / Tantas emoções
Sentindo o peito a sangrar / Não há que temer / Certas tentações
O povo mostra comigo
Que o fado é doce castigo

O fado é história recente / Dum povo rico mas pobre
Que olha a vida de frente / Com um sentir muito nobre

No pregão dessas varinas / Na canastra da riqueza
Nas notícias que os ardinas / Espalham com singeleza

Na garganta de um operário / Que canta nas horas vagas
O sentimento mais vário / Relato de muitas sagas