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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa.
Paulo Freire *filósofo* 1921 <> 1997

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Fado do cauteleiro

Frederico de Brito / Júlio de Sousa *fado loucura*
Repertório de Estevão Amarante

Sem ter norte nem ter lar
Dizem p’raí que dá sorte
O que é pra mim tanto azar
É loucura que eu desdenho
Andar da sorte à procura
Da pouca sorte que eu tenho

Sem carinho pelas ruas e vielas
Apregoando as cautelas 
Vou seguindo o meu caminho
E quem me ouve cantarolar esta moda
É o mil duzentos e quarenta e nove  
Que amanhã é que anda à roda;
Sente a vibrar como um fado
O pregão dum desgraçado

Se um malvado ri de mim
Não vê que eu sendo aleijado
Minha alma não é assim
Quem da sorte ri dos mais
Não se lembra que na morte
Nós somos todos iguais