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<> Ninguém sabe tudo, ninguém ignora tudo, só todos juntos sabemos alguma coisa <> PAULO FREIRE
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A fadista

Manuela de Freitas / Pedro Rodrigues *fado primavera*
Repertório de Ana Moura

Vestido negro, cingido
Cabelo negro, comprido / E negro xaile bordado
Subindo à noite a avenida
Quem passa julga-a perdida / Mulher de vício e pecado
E vai sendo confundida
Insultada e perseguida / P’lo convite costumado

Entra no café cantante
Seguida em tom provocante / Pelos que querem comprá-la
Uma guitarra a trinar
E uma sombra, devagar / Arranca pró meio da sala
Ela começa a cantar
E os que a queriam comprar / Sentam-se à mesa a olhá-la

Canto antigo e tão profundo
Que, vindo do fim do mundo / É prece, pranto ou pregão
E todos os que a ouviam
À luz das velas pareciam / Devotos em devoção
E os que há pouco a ofendiam
De olhos fechados ouviam / Como a pedir-lhe perdão

Vestido negro, cingido
Cabelo negro, comprido / E negro xaile traçado
Antando pr’aquela mesa
Ela dá-lhes a certeza / De já lhes ter perdoado
E em frente dela, na mesa
Como em prece a uma deusa / Em silêncio ouve-se o fado