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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa.
Paulo Freire *filósofo* 1921 <> 1997

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Não quero mais fado

Eugénio Pepe / Aníbal Nazaré
Repertório de José da Câmara 

Naquela tasca afamada
Depois de ouvir fado a esmo
Sempre na mesma toada
E onde o motivo era o mesmo

Ouvi alguém que pedia
Como quem pede, ao balcão
Mas com certa galhardia
E carradas de razão

Por favor, tragam-me um fado
Que não fale das esperas
Que não viva do passado
Nem à sombra das Severas
Não fale das tascas mais rascas, que havia
Dos becos de Alfama e da Mouraria
Não lembre toureiros, campinos, forcados
Se trazem só disso, não quero mais fado

Ouviu-se uma desgarrada
Coisa que é pouco fadista
Tudo a falar em bairrista
Um fado triste e mais nada

E ao recordar a cantiga
Que ao fado tudo se canta
Pedi, à maneira antiga
Sem trinados na garganta