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Canal de J.F.Castro em parceria com a Rádio Mira

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6.270 LETRAS PUBLICADAS /*/ 2.078.500 VISITAS /*/ MARÇO 2021

ATINGIDO ESTE VALOR /*/ QUE ME FAZ SENTIR HONRADO /*/ CONTINUO, COM AMOR /*/ A SER SERVIDOR DO FADO.

Pois mesmo desagradando // A "Troianos" maldizentes / Os "Gregos" vão apoiando // E vão ficando contentes

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fadopoesia@gmail.com

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Pesquisa.

Asas brancas

Afonso de Sousa *inspirado no poema de Almeida Garrett, "As minhas asas"
Intérprete: António Bernardin


Quando era pequenino a desventura
Trazia-me saudoso e triste o rosto
Assim como quem sofre algum desgosto
Assim como quem chora de amargura

Um anjo de asas brancas muito finas
Sabendo-me infeliz mas inocente
Cedeu-me as suas asas pequeninas
Para me ver voar e ser contente

E as asas de criança, meu tesoiro
Ao ver-me assim tão triste, iam ao céu
Tão brancas, tão macias – penas de oiro
Tão leves como a aragem... como eu

Cresci, cresceram culpas juntamente
Já grandes são as mágoas mais pequenas
As asas brancas vão-se... e ficam penas
Não mais subi ao céu, nem fui contente