Letra e musica de António Afonso
Repertório de Joana Costa
Não há que ter saudades naufragadas
Feitas de amor por alguém que partiu
Quem as tiver tem as penas arrancadas
Da asa dor que nunca mais voou
Saudades são pedaços de partida
Que nos traíram no adeus ao cais
E nunca mais serão capazes de dar vida
Porque partiram e não voltam mais
Saudades... quem não tiver saudades, meu amor
Saudades... quem não tiver saudades, não tem dor
Saudades são as rédeas do tempo
Esse cavalo solto ao vento
São saudaes meu amor
Não há que ter saudades naufragadas
Na maré viva, no mar do pensamento
Para esquecer as coisas mais amargas
A lei da vida deu-nos a lei do tempo
Saudades são desroços de ventura
Que o amr navega pelo peito
Recordações como cinzas por moldura
Na dor acesa do amor imperfeito