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Rádio apadrinhada pelo mestre RODRIGO

Rádio apadrinhada pelo mestre RODRIGO
CANAL DE JOSÉ FERNANDES CASTRO EM PARCERIA COM A RÁDIO MIRA

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* As letras publicadas referem a fonte de extração, ou seja: nem sempre são mencionados os legítimos criadores *

<> 6.365 LETRAS <> 2.245.800 VISITAS <> AGOSTO DE 2021 <>

* ATINGIDO ESTE VALOR /*/ QUE ME FAZ SENTIR HONRADO /*/ CONTINUO, COM AMOR /*/ A SER SERVIDOR DO FADO *

* POIS MESMO DESAGRADANDO /*/ A *TROIANOS* MALDIZENTES /*/ OS "GREGOS VÃO APOIANDO /*/ E VÃO FICANDO CONTENTES *

* NÃO ENCONTRA O FADO PREFERIDO? /*/ ENVIE, POR FAVOR, O SEU PEDIDO * fadopoesia@gmail.com

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* NASCEU ASSIM... CRESCEU ASSIM... CHAMA-SE FADO // Vasco Graça Moura // Porto 03.01.1942 // Lisboa 27.04.2014 *

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Ai Mouraria

Amadeu do Vale / Frederico Valério
Repertório de Amália Rodrigues

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Estreado em 1945 no Teatro República no Brasil *Revista Boa Nova*
Informação de Francisco Mendes e Daniel Gouveia
Livro *Poetas Populares do Fado-Canção*
-
Ai Mouraria da velha Rua da Palma
Onde eu um dia d
eixei presa a minha alma

Por ter passado mesmo a meu lado, certo fadista
De cor morena, boca pequena e olhar trocista

Ai Mouraria do homem do meu encanto
Que me mentia, mas que eu adorava tanto

Amor que o vento como um lamento, levou consigo
Mas que ainda agora e a toda a hora trago comigo

Ai Mouraria

Dos rouxinóis nos beirais
Dos vestidos cor de rosa
Dos pregões tradicionais
Ai Mouraria

Das procissões a passar
Da Severa, e voz saudosa
Da guitarra a soluçar
- - -

É de notar que Amália só gravou metade dos versos.
A outra metade, pouca gente a conhece.
Eis a parte da letra que não foi gravada

Ai Mouraria, travessas, ruas antigas
Melancolia, faias brigões e cantigas

Velhos fadistas, nobres e artistas de braço dado
Bravos toureiros, co marinheiros cantando o fado 

Saias rodadas, capelas, velhos solares
Pratas doiradas em jaquetões de alamares

Toscas guitarras, trovas bizarras pelas vielas
Telhados velhos, cravos vermelhos pelas janelas


As razões para os artistas não gravarem as letras completas são várias. 
Começou por ser a limitação de tempo nos discos de 78 rotações por minuto
onde só cabiam dois minutos e meio de cada lado. 

Depois, quando os micro-sulcos permitiam seis músicas de cada lado de um
disco Long Play (LP), de 33 rotações por minuto, ou quatro de um Extended Play (EP)
de 45 r. p. m., a limitação passou a vir das estações de rádio, alegando obrigações
comerciais com anunciantes, preferindo trechos musicais que permitissem intercalar
publicidade mais vezes por hora e os dois ou três minutos continuaram
a pautar aduração de cada peça. 

Então, os fados tradicionais de quadra glosada em quatro décimas (44 versos)
passaram a sê-lo apenas em duas e Alfredo Marceneiro queixava-se, com a sua
verrina habitual: «Agora, pedem-me fados curtos… Sei lá o que são fados curtos!».
Nos fados-canção, os autores passaram a limitar-se a duas voltas (coplas, ou couplets)
e uma repetição do refrão.

Este «Ai Mouraria» até cumpria essa estrutura. Mas o andamento relativamente lento
mesmo na versão abreviada que Amália gravou (ou foi obrigada a gravar) faz a peça demorar
três minutos e 17 segundos! 

A primeira estrofe foi completamente omitida, Amália começa logo pelo refrão e, na repetição deste
após um curto solo instrumental, é reduzido aos dois primeiros e aos dois últimos versos:

Ai Mouraria!... / Dos rouxinóis, dos beirais / (…) 
Da Severa em voz saudosa / Na guitarra a soluçar.