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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre
PAULO FREIRE *filósofo* 19.09.1921 / 02.05.1997
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Morte de Fernando d’Oliveira

Isidoro de Oliveira / Francisco José Marques *fado zé negro*
Repertório de Manuel Cardoso de Menezes

Doze de Maio, dia ameno
Praça do Campo Pequeño / Com gente até à bandeira
O cartaz é o maior
Há toiros de Castel’Melhor / P’ra Fernando d’Oliveira

Saem outros cavaleiros
E, a pé, grandes toureiros / Mas ‘stá tudo impaciente
O povo espera ansioso
O cavaleiro famoso  / Da vila de Benavente

Vem num cavalo montado
Que é d’azeitona chamado / Tão negra é a sua cor
Na arena ninguém se move
Sai o toiro trinta e nove / De seu nome Ferrador

Citando de praça a praça
Crava com arte e com raça / Um ferro mesmo à estribeira
Segue a lide triunfante
O povo está delirante / Com Fernando d’Oliveira

Ao quartear-se a montada
É colhida, derrubada / À saída duma sorte
O cavalo vai fugido
Fernando fica caído / Já marcado pela morte

Foi transportado a correr
Mas nada havia a fazer / Salvá-lo ninguém podia
Sob o colete bordado
A vida tinha parado / O coração não batia