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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre
PAULO FREIRE *filósofo* 19.09.1921 / 02.05.1997
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Das cinco às sete

Rosa Lobato Faria / Mário Pacheco
Repertório de Carlos Zel 

Pelas cinco da tarde é o sonho que começa
A tua mão na minha
E a minha cabeça encostada no teu ombro
Depois é o assombro
Do amor reencontrado a sós, no nosso canto

O silêncio e o espanto, a paixão, o segredo
A recusa do medo, o meu falar alegre
O teu livro tão sério
A música tão leve, o motivo do mistério

Pelas sete da tarde é que o sonho termina
Afrontamos a rua, a tua mão na minha
Um trejeito na alma, um tremido na boca
Até que a multidão me leva e me sufoca
E nos desprende
E solta os meus dedos dos teus

Há um barco que grita, um comboio que chora
Num mar de gente à deriva
Eu, naufrago na hora
Ergo um braço no ar para te dizer adeus