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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre
PAULO FREIRE *filósofo* 19.09.1921 / 02.05.1997
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Sé velhinha

Américo Costa / Paulo Pombo
Repertório de João Correia 

Passo à Sé já de noitinha / Vou encostar-me ao pelouro
Tranquila em sonho ledo
Vejo a Ribeira rainha / Enamorar-se do do Douro
Dando ciúme a Barredo

E a Maria Manuela / Com o seu xaile traçado
À modinha afadistada
No chão se ajoelha e reza / E pôs-se a cantar o fado
Até alta madrugada

Eu quero viver sempre na Sé
Porque tu, Sé
És o meu torrão amado 
Tu, Sé velhinha
És o meu berço sagrado
E do Porto és a rainha
E és rainha do fado

Vejo o Chico de samarra / E calça à boca de sino
Isto, às três da madrugada
Leva consigo a guitarra / E já ébrio, quase sem tino
Cambaleia na calçada

Eu vejo o Fá e a amante / Em sincera comunhão
Embora dois plebeus
Eu vejo a lua distante / A cair  na imensidão
E à Sé dizendo adeus