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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre
PAULO FREIRE *filósofo* 19.09.1921 / 02.05.1997
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Soneto de mal amar

Ary dos Santos / João Paulo Esteves da Silva
Repertório de Ricardo Ribeiro

Invento-te, recordo-te, distorço 
A tua imagem mal e bem amada
Sou apenas a forja em que me forço
A fazer das palavras tudo ou nada

A palavra desejo incendiada
Lambendo a trave mestra do teu corpo
A palavra ciume atormentada
A provar-me que ainda não estou morto

E as coisas que eu não disse, que não digo:
Meu terraço de ausência, meu castigo
Meu pântano de rosas afogadas

Por ti me reconheço e contradigo
Chão das palavras, mágoa joio e trigo 
Apenas por ternura levedadas