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Ninguém sabe tudo, ninguém ignora tudo, só todos juntos sabemos alguma coisa <> PAULO FREIRE *filósofo*
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A moldura dos meus olhos

Carlos Conde / Frederico de Brito
Repertório de Manuel Fernandes

Quando ela chega à janela
Logo o olhar dela tudo alumia
Seus olhos são dois faróis
Que lembram sóis durante o dia
No Bairro Alto onde mora
Ela que adora goivos, roseiras
È graça ou formusura
Duma moldura de trepadeiras

Naquele 1° andar
Da Travessa da queimada
Mora a luz do meu olhar
Nos olhos da minha amada
Seu olhar encantador
Vivo, travesso, ladino
São duas rimas d'amor
No fado do meu destino


Sem ela a noite persiste
Tem luz mais triste, cor mais sombria
Pois é quando olhar dela
Chega à janela, que nasce o dia
Andou na marcha, bailou
Dançou, cantou fados canções
E eu durante a noite toda
Dancei à roda de dois balões