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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre
PAULO FREIRE *filósofo* 19.09.1921 / 02.05.1997
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O fado nasceu na rua

José Guimarães / Manuel Reis
Repertório de Sandra Correia

Como um condão fatalista
Naquele velho fadista / A saudade continua
Diz que no fado nasceu
E que a escola onde aprendeu / Foi na rua

È boémio, è fado rasca
Vai aos retiros e à tasca / P’ra cumprir a sina sua
Mas depois de vadiar
Volta sempre ao seu lugar / Que è na rua

Um candeeiro apagado
Uma guitarra, um trinado
E o fado a noite acendeu
Uma voz num tom magoado
Canta a dizer que este fado
Foi na rua que nasceu

Fado, canção da cidade
Meu rosário de saudade / Ès verdade nua e crua
Fado triste das vielas
Que se canta nas janelas / Para a rua

Naquela mulher de esquina
No pregão de uma varina / Fado è voz que flutua
Cantiga de ser bairrista
E o fadista è mais fadista / Se è da rua