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Ninguém sabe tudo, ninguém ignora tudo, só todos juntos sabemos alguma coisa <> PAULO FREIRE *filósofo*
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Janela pobre

Carlos Conde / Túlio Pereira
Repertório de Manuel dos Santos

Julguei que ela fosse minha / Quando a vi de aspecto fino
Debruçada à janelinha / Do rés do chão pequenino

Que momentos de loucura / Eu passei junto à janela
Que ficava à minha altura / E à altura dos lábios dela

Janela pobre de amor nobre, a
ltar de ideais
Moldura antiga da rapariga que eu gostei mais
A própria vida, mesmo vivida, cheia de encanto
Não é mais bela do que a janela onde amei tanto

Há tempos deixei de vê-la / A morte não dá perdão
E chorei por alma dela / Nesse pobre rés do chão

Por desgraça dela e minha / Roguei pragas ao destino
Por fechar a janelinha / 
Do rés do chão pequenino