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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre
PAULO FREIRE *filósofo* 19.09.1921 / 02.05.1997
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Quarenta anos

António Tavares Teles / Luís Pedro Fonseca
Repertório de Rodrigo

Não são os filhos a crescer, isso até gosto
Nem a mulher a envelhecer, ela é porreira
Não são as rugas no rosto, que nem desgosto
Nem sequer a barba branca, já quase inteira

Não é esta casa antiga aonde moro
Neste bairro outrora aldeia, hoje cidade
Nem o retrato dos velhos nesta moldura
Que me lembram os meus quarenta anos de idade

Quarenta anos, para mim, cantor de fado
É mais um disco meu, hoje gravado
Que agora escuto só, aqui, sem companhia
É mais um ano que hoje morre
Todos os anos esta morte ocorre
Todos os anos faço anos neste dia

São doze filhos criados, são doze fados
São quarenta anos de vida em um só ano
É o fim de mais um ano, é mais um fado
Que hoje escrevo aqui, neste piano

Quarenta anos, para mim, cantor de fado
É mais um fado meu, hoje criado
Que agora canto só, aqui, sem companhia
É mais um ano, é janeiro
De doze fados é o primeiro 
Todos os anos faço um fado neste dia