- - - - -

- - - - -
Clique na imagem e oiça Fado
- - -
Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre
PAULO FREIRE *filósofo* 19.09.1921 / 02.05.1997
- - - - -
As 5.580 letras publicadas referem a fonte de extração, o que nem sempre quer dizer que os artistas mencionados sejam os seus criadores.
- - - - -
Use o motor de busca *barra de links* para pesquisa rápida e fácil.

Entrega

Pedro Homem de Mello / Carlos Gonçalves
Repertório de Ricardo Ribeiro

Descalço venho dos confins da infância
Que a minha infância ainda não morreu
Atrás de mim em face ainda há distância
Menino Deus, Jesus da minha infância
Mas o que tenho, e nada tenho, é teu

Venho da estranha noite dos poetas
Noite em que o mundo nunca me entendeu
Vê trago as mãos vazias dos poetas
Menino Deus, amigo dos poetas
Tudo o que tenho, e nada tenho, é teu

Feriu-me um dardo, ensanguentei as ruas
Onde o demónio em vão me apareceu
Porque as estrelas todas eram suas
Menino irmão dos que erram pelas ruas
Tudo o que tenho, e nada tenho, é teu

Quem te ignorar, ignora aos que são tristes
Ó meu irmão Jesus, triste como eu
Ó meu irmão, menino de olhos tristes
Nada mais tenho além dos olhos tristes
Tudo o que tenho, e nada tenho, é teu