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<> Ninguém sabe tudo, ninguém ignora tudo, só todos juntos sabemos alguma coisa <> PAULO FREIRE
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O fado altaneiro

Carlos Conde Popular *fado mouraria* 
Repertório de Ermelinda Vitória
Letra retirada do blogue *Lisboa no Guiness"

Cantar o fado altaneiro
Erguê-lo como um padrão
É ter Portugal inteiro
Metido no coração

Há quem me ponha em baixeza / E me tenha censurado
Por eu ter cantado o fado / Sendo mulher portuguesa
Porém, a nobre defesa / Para o dito traiçoeiro
É ter por forte guerreiro / O som do fado imortal
E por todo o Portugal
Cantar o fado altaneiro

Uma guitarra a gemer / Por alguém ao fado atreito
Geme a aquecer-nos o peito / Para também se aquecer
Quero cantar e viver / Nesta sonhada ilusão
Porque o fado é a canção / Calmante de quem padece
Rezá-lo como uma prece
Erguê-lo como um padrão

Assim, nas notas bem-vindas / Onde vibram mocidades
Quero cantar as saudades / Doutras saudades infindas
Desprezar as mal-avindas / Línguas do povo embusteiro
Porque ter o lisonjeiro  / Fado, profundo e dolente
Não é ter alma somente
É ter Portugal inteiro

Cantar o fado que encanta / Desde o mais sábio ao mais rude
É ter a santa virtude / Sobre a virtude mais santa
Toda a mulher que não canta / Por devaneio ou paixão
Perde toda a sedução / Toda a ternura e valor
Por não ter um puro amor 
Metido no coração