- - - - -

- - - - -
<> Clique na imagem e oiça Fado <>
- - -
Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre
PAULO FREIRE *filósofo* 19.09.1921 / 02.05.1997
- - - - -
As 5.650 letras publicadas referem a fonte de extração, o que nem sempre quer dizer que os artistas mencionados sejam os seus criadores.
- - - - -
Use o motor de busca *barra de links* para pesquisa rápida e fácil.

Moinho desmantelado

Henrique Rego / Popular *fado corrido*
Repertório de Alfredo Marceneiro

Moinho desmantelado
Pelo tempo derroído
Tu representas a dor
Deste meu peito dorido


É grande a tua desgraça / Ao dizê-lo sinto pejo
Porque em ti apenas vejo / A miseranda carcaça
Perdeste de todo a graça / Heróica do teu passado
Hoje ao ver-te assim mudado / Minh’ alma cora e descrê
Quem te viu, e quem te vê
Moinho desmantelado

Moinho pombo da serra / Que triste fim tu tiveste
Alvas farinhas moeste / Pró povo da tua terra
Hoje a dor em ti se encerra / Foste votado ao olvido
Foi-se o constante gemido / Dessas mós trabalhadoras
Doce amante das lavouras
Pelo tempo derroído

Finalizas tua vida / Em fundas melancolias
Ás tristes aves sombrias / Hoje serves de dormida
No teu seio dás guarida / Ao horrendo malfeitor
Tudo em ti causa pavor / É bem triste a tua sorte
Sombria estátua da morte
Tu representas a dor

Junto de ti eu nasci / Oh meu saudoso moinho
E do meu terno avozinho / Quantas histórias ouvi
Agora tudo perdi / Sou pela dor evadido
Vivo no mundo esquecido / Moinho que crueldade
És o espelho da saudade
Deste meu peito dorido