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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre
PAULO FREIRE *filósofo* 19.09.1921 / 02.05.1997
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Naquele tempo

Letra e música de Diogo Clemente
Repertório de Gonçalo Salgeiro

Naquele tempo, amor, a esta hora
Saía para a rua devagar
Deixando-te ao silêncio, como agora
Era uma quase noite, uma noite quase aurora
E a rua amanhecia ao meu olhar
Naquele tempo, amor, a esta hora

Cansado, o meu corpo tão cansado
Deixava o teu na cama de nós dois
E a força de um adeus antecipado
Guardava uma outra noite p’ra depois
Guardava este silêncio de nós dois

E mesmo com o correr dos quatro ventos
A querer de nós o fim, de nós o adeus
Como punhais de mel e olhares atentos
Jurei ao grande mar, grande mar dos meus lamentos
Cravar-te ao corpo os beijos que são meus
No tempo de correr dos quatro ventos

Hoje passo p’las ruas como vês,
À espera de outro dia, como agora
Chegou um outro amor que o amor desfez
E deixa esta saudade noite fora
Daquele tempo, amor, a esta hora
Daquele tempo, amor, a esta hora