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<> Ninguém sabe tudo, ninguém ignora tudo, só todos juntos sabemos alguma coisa <> PAULO FREIRE *filósofo brasileiro* 1921/1997
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Mãos abertas

Manuel de Andrade / Alfredo Duarte *fado bailado*
Repertório de António Melo Correia

Mãos abertas, mãos de dar
As minhas mãos são assim;
Viste-as abertas chegar
Abertas hão-de ficar
Quando tu partires em mim

Ao partir não levarei / Nada mais do que ao chegar
Minhas mãos, quando tas dei / Iam abertas e sei
Que abertas hão-de ficar

Nunca as juntei p’ra rezar / Nem nunca as ergui aos céus
Minhas mãos são mãos de dar / Não sabem querer nem esperar
Nem sequer dizer adeus

Ao partir não sentirei / Nada teu partindo em mim
De mãos abertas irei / Passado, nunca o terei
As minhas mãos são assim