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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa.
Paulo Freire *filósofo* 1921 <> 1997

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Apagou-se a chama

Conde Sobral / Filipe Pinto *fado meia-noite*
Repertório de António Rocha

Soprei apagou-se a chama
Disse-te adeus em seguida
Quem diz adeus a quem ama
Diz adeus à própria vida

Foi uma zanga sem jeito / Mas não tem reparação
Tu julgavas ter razão / Eu tinha-a dentro do peito
Com o coração desfeito / Mas a alma decidida
Num gesto joguei a vida / Num amor que te deu fama
Soprei apagou-se a chama / Disse-te adeus em seguida

Nunca mais soube de ti / Nem o procurei saber
Não me quero arrepender / Daquilo que decidi
Mas sei bem quanto perdi / Na hora da despedida
Sou como folha caída / Sou como fio sem chama
Quem diz adeus a quem ama / Diz adeus à própria vida