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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa.
Paulo Freire *filósofo* 1921 <> 1997

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Menino d'oiro *Coimbra*

José Afonso

O meu menino é d'oiro, é d'oiro fino
Não façam caso que é pequenino
O meu menino é d'oiro, d'oiro fagueiro
Hei-de levá-lo no meu veleiro

Venham aves do céu pousar de mansinho
Por sobre os ombros do meu menino
Venham comigo venham, que eu não vou só
Levo o menino no meu trenó

Quantos sonhos ligeiros p'ra teu sossego
Menino aváro, não tenhas medo
Onde fores no teu sonho, irei contigo
Menino d'oiro, sou teu amigo

Venham altas montanhas, ventos do mar
Que o meu menino nasceu p'ra amar
Venham comigo venham, que eu não vou só
Levo o menino no meu trenó