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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre
PAULO FREIRE *filósofo* 19.09.1921 / 02.05.1997
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As 5.585 letras publicadas referem a fonte de extração, o que nem sempre quer dizer que os artistas mencionados sejam os seus criadores.
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Fadário do meu corpo *humor*

Nel Garcia / Fernando Tordo *meu corpo*
Repertório de Zé Carvalho

Meu corpo, nascido e criado no Porto
Podia ter sido um aborto, não foi
Meu corpo, com esta cabeça de esperto
Não é camelo do deserto, já foi

Teus olhos, são memórias de agonia
Das praias com porcaria, que eu vejo
Meus olhos são apenas um tesouro
Quando fito o Rio Douro, e o Tejo

Quando partes de casa, nunca levas
A mala toda partida
e as amarras que me pões
Não vou ficar pr'aqui, assim anjinho
Vou escacar-te o focinho, vai chatear o Camões

Não sei, se é orgulho que tu tens
Quando p'ra casa não vens, que giro
Mas sei que és pior que uma cobra
Se voltares c'oa minha sogra, dou-vos um tiro

Sózinho, no meu maple tão fofinho
Sem o respirar do teu focinho, no meu
Se ouvires um bombo e uns ferrinhos
A tocar os passarinhos, sou eu

Sou eu de cabelo escangalhado
Todo frick e já pedrado, sou eu
Sou eu, na raíz do folclore
No rock sou o maior, Oh meu!