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Ninguém sabe tudo, ninguém ignora tudo, só todos juntos sabemos alguma coisa <> PAULO FREIRE *filósofo*
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Lisboa às zero horas

Artur Ribeiro / António Mestre
Repertório de Alice Pimenta


Quando a meia noite passa
E a boa gente adormece
É que Lisboa tem graça

E pelas ruas se esquece

A passar pelas esquinas

Armada em menina boa
Ouve o pregão das sardinhas

E das varinas da Madragoa

Gente a passar, os cinemas a fechar
E um casal a chamar por um táxi já tomado

E mais além, teatros fecham também
E lá vai a gente e vem pelos retiros do fado
Que linda és, Lisboa dos cabarets
Das boates, dos cafés, sem basbaque no Chiado
Anda no ar, uma voz triste a cantar

Uma guitarra a trinar, num beco mal afamado

Passa um guarda de uniforme
Que desperta de seguida
Um vagabundo que dorme

Num banco da avenida

E mais acima desponta
Com um grupo a protestar
Porque bebeu mais que a conta

E agora a conta não quer pagar