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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre
PAULO FREIRE *filósofo* 19.09.1921 / 02.05.1997
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Fado português

José Régio / Alain Oulman
Repertório de Amália
O fado nasceu um dia
Quando o vento mal bulia

E o céu, o mar prolongava
Na amurada dum veleiro
No peito dum marinheiro

Que estando triste cantava

Ai que lindeza tamanha / Meu chão, meu monte, meu vale
De folhas, flores, frutas de oiro
Vê se vês terras de Espanha
Areias de Portugal /Olhar ceguinho de choro

Na boca dum marinheiro / Do frágil barco veleiro
Morrendo a canção magoada
Diz o pungir dos desejos / Do lábio a queimar de beijos

Que beija o ar e mais nada

Mãe adeus, adeus Maria / Guarda bem no teu sentido
Que aqui te faço uma jura
Que, ou te levo á sacristia / Ou foi Deus que foi servido

Dar-me no mar, sepultura

Ora eis que embora outro dia
Quando o vento nem bulia / E o céu o mar prolongava
Á proa doutro veleiro
Velava outro marinheiro / Que estando triste cantava