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Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa.
Paulo Freire *filósofo* 1921 <> 1997

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Cabelo branco é saudade

Mote de José Ferreira / Glosa de Henrique Rego / Popular *fado das horas*
Repertório de Alfredo Marceneiro

Cabelo branco é saudade
Da mocidade perdida
Ás vezes não é da idade
São os desgostos da vida 


Amar demais, é doidice / Amar de menos, maldade
Rosto enrugado, é velhice / Cabelo branco é saudade

Saudades são pombas mansas / A que nós damos guarida
Paraíso de lembranças /
Da mocidade perdida
Se a neve cai ao de leve / Sem mesmo haver tempestade
O cabelo côr da neve / Ás vezes não é da idade

Pior que o tempo, em nos pôr / A cabeça encanecida
São as loucuras d'amor / São os desgostos da vida